Agevisa/PB e Anvisa apoiam ações de prevenção contra a febre amarela

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As Agências Estadual (Agevisa/PB) e Nacional (Anvisa) de Vigilância Sanitária estão integradas à campanha preventiva desenvolvida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, que tem como foco central a união articulada de órgãos estaduais, federais e municipais para reforçar as barreiras sanitárias rodoviárias, aéreas e marítimas e, com isso, evitar a introdução do vírus da febre amarela no Estado.

As discussões para definição de estratégias preventivas contra a febre amarela foram iniciadas no dia 23 de janeiro de 2017 com uma reunião, na sede da Agevisa/PB, que envolveu representantes da própria Agevisa, da Anvisa e da SES/PB, por meio das Gerências de Vigilância em Saúde e de Vigilância Ambiental, da Coordenadoria de Imunização, do Núcleo de Fatores não Biológicos e do Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador da Paraíba (Cerest/PB).


A articulação foi ampliada no dia 3 de fevereiro (sexta-feira) com nova reunião na sede da Agevisa, desta vez com a representação (além dos órgãos já anteriormente envolvidos)
das Secretarias de Estado da Receita e do Turismo, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/PB), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PB), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde da Capital e do Terminal Rodoviário de João Pessoa.

Nos dois encontros, ficou claro que, mesmo não sendo a Paraíba área endêmica para transmissão da febre amarela, é importante a união de esforços e a definição clara do papel de cada órgão envolvido, seja de âmbito federal, estadual ou municipal, para que se possa proteger a saúde da população e garantir que o Estado permaneça não sendo área endêmica, conforme observou a diretora-geral da Agevisa/PB, Maria Eunice Kehrle dos Guimarães.

Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES/PB, Renata Nóbrega, a articulação com a Vigilância Sanitária nesse processo é importante para reforçar a prevenção a partir das fronteiras, com a intensificação do monitoramento dos portos e aeroportos. As ações, entretanto, conforme ressaltou, devem envolver o maior número possível de órgãos públicos das três esferas de governo (federal, estadual e municipal), de organizações não governamentais e também da própria iniciativa privada, notadamente dos setores que atuam nas áreas de transportes terrestre, aéreos e marítimos.

Renata Nóbrega informou que, além do esforço para multiplicar as parcerias, a Secretaria de Estado da Saúde vai capacitar todos os agentes envolvidos na ação integrada para que eles possam identificar os riscos e tomar as providências necessárias. Por exemplo, ela citou a atuação dos agentes da Polícia Rodoviária Federal, que já têm em suas rotinas de fiscalização o cuidado com os animais transportados por via terrestre, e que deverão inserir em suas atividades a atenção aos mosquitos que possam estar sendo transportados nos automóveis.


Controle de fronteiras –
Integrado à ação coordenada pela SES/PB, o coordenador de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Anvisa na Paraíba, José Airamir Padilha de Castro, disse que a possibilidade de haver na Paraíba um surto da febre amarela é muito remota. “O risco aqui é pequeno, mas não é zero. Não há condições epidemiológicas em termos de contato com selva amazônica, mas nós temos que monitorar o fluxo de pessoas que estejam vindo das regiões de maior risco para identificar aquelas que possam apresentar alguma sintomatologia e, com isso, antecipar o tratamento do caso que possa estar ameaçando a vida desta pessoa”, enfatizou.

José Airamir Padilha disse também que o esforço na prevenção da febre amarela não pode só ficar com os órgãos públicos. “Essa ação exige a participação ativa dos sindicatos de trabalhadores e também dos sindicatos patronais da área de transporte, que devem estar vigilantes a qualquer adoecimento dos seus clientes, dos seus passageiros, dos seus trabalhadores, para, em caso de suspeita de doenças como a febre amarela, procurar imediatamente os serviços de saúde”, observou.

Ocorrências – Segundo dados do Ministério da Saúde, disponibilizados no endereço eletrônico http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/27577-ministerio-da-saude-divulga-atualizacao-sobre-febre-amarela, até às 13h de segunda-feira (6) foram notificados 1.006 casos suspeitos de febre amarela no País, com ocorrências registradas em 109 municípios distribuídos entre os Estados de Minas Gerais (71), Espírito Santo (20), Bahia (6), São Paulo (9) e Tocantins (3). Dos 1.006 casos notificados, 180 foram confirmados, 751 estão sendo investigados e 75 foram descartados.

Também até as 13h de segunda-feira (6) os números de mortes relacionadas com a febre somavam 157 óbitos notificados. Desse total, 89 casos se encontram em fase de investigação, 65 foram confirmados como decorrentes da febre amarela e três foram descartados. As 157 mortes foram registradas em 46 municípios distribuídos entre os Estados de Minas Gerais (34), Espírito Santo (07), São Paulo (3), Bahia (1) e Tocantins (1).

 

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