Clubes e PM aprovam clássico com torcida dividida, mas repetição ainda é incerta

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Torcedores de Atlético e Cruzeiro encheram as arquibancadas do estádio

João Vítor Marques /Superesportes , Rodrigo Fonseca /Superesportes

O Mineirão se pintou de azul e preto. Festa de duas torcidas, paz nas arquibancadas e um jogo quente dentro do campo. O cenário tradicional dos grandes clássicos da história se repetiu nessa quarta-feira e foi aprovado por Atlético, Cruzeiro, Polícia Militar e administração do estádio. Apesar disso, a realização de outra partida com torcida dividida ainda depende de discussões futuras entre os clubes.

“O Cruzeiro viu com satisfação a realização do último clássico com poucas ocorrências e com as torcidas tendo um bom comportamento. Sobre a realização de outros clássicos nos mesmos moldes, será necessário estudar jogo a jogo. Temos um programa de sócio de futebol em que vários torcedores têm adquirido o direito de ver as partidas do Cruzeiro como mandante”, avaliou o presidente do clube celeste Gilvan de Pinho Tavares.

A análise do Atlético é semelhante: é preciso avaliar cada caso separadamente antes de decidir por um clássico com torcida dividida. “Acho difícil falar sobre próximos jogos, porque são mandos de campo distintos e, nesse caso, a Liga era só um jogo, foi fácil. E o estádio do Atlético é o Independência. Não tem como decretar que qualquer jogo grande será fora do Independência, sem outro planejamento. Mas eu gostei. Foi muito elogiado por polícia, BHTrans. Foi um clássico que, apesar da derrota, as duas torcidas se comportaram bem”, disse o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno.

Segurança

A volta do Mineirão ‘dividido’ após quatro anos foi uma medida tomada após decisão da Primeira Liga, que pretende trazer inovações e recuperar tradições do futebol brasileiro. A maior preocupação antes do jogo? A segurança. De acordo com a PM, no entanto, não houve nenhum grande incidente.

“O balanço foi muito positivo. A PM montou uma megaoperação, com efetivo híbrido de militares de vários segmentos. Segmentamos bem a chegada das torcidas e isso fez com que não houvesse nenhum problema relevante de segurança pública”, analisou o major Santiago, da PM.

A administração do Mineirão também apoiou a realização do clássico com torcida dividida e não relatou problemas de violência ou danos ao estádio. “Consideramos a operação para o clássico um sucesso. O Mineirão está apto a atender qualquer tipo de partida, de menor ou maior porte, seja com torcida única ou dividida. E trabalhamos sempre de acordo com a demanda”, disse Otavio Góes, gerente técnico do estádio.

Fluxo de carros

O trânsito, no entanto, foi o ponto negativo. A grande movimentação de torcedores, aliada ao fluxo de carros num horário em que pessoas voltam do trabalho para casa, fez com que muitos cruzeirenses e atleticanos chegassem atrasados ao estádio.

“O horário da realização do jogo (19h30) coincidiu com o horário de pico, quando o trânsito nas Avenidas Antônio Carlos e Carlos Luz, usadas por vários torcedores para chegar ao Mineirão, já é carregado. Não houve registro de ocorrência de destaque. Houve também uma manifestação no Anel Rodoviário que refletiu no trânsito, com pontos de retenção”, informou a BHTrans.

A Polícia Militar citou outros possíveis motivos para o grande fluxo de carros. Entre eles está o desrespeito à orientação para cruzeirenses chegarem ao estádio pela avenida Carlos Luz e para atleticanos acessarem o Mineirão pela avenida Antônio Carlos.

“Por exemplo: o cruzeirense que chegava pela Antônio Carlos era barrado e tinha que manobrar para voltar, o que piorava o trânsito. Além disso, muitas pessoas chegavam sozinhas nos veículos. O ideal é o transporte solidário, com mais gente num mesmo carro”, diz o major Santiago.

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