Governo qualifica médicos no manejo clínico da dengue, zika e chikungunya

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), promoveu, na manhã desta terça-feira (14), o Manejo Clínico da Dengue, Zika e Chikungunya. O evento, que foi realizado no auditório do CRM-PB, das 8h ao meio dia, teve como público-alvo médicos infectologistas e clínicos das quatro macrorregiões de saúde, que prestam assistência nos serviços públicos e privados da Paraíba. Foram disponibilizadas 180 vagas distribuídas em 45 serviços (entre hospitais e UPAs). O objetivo do manejo clínico é alertar estes profissionais sobre como identificar e tratar precocemente pacientes sintomáticos.

A gerente operacional de Vigilância Epidemiológica da SES, Izabel Sarmento, lembrou que os manejos clínicos vêm sendo realizados desde 2012 e têm contribuído para a sensibilização dos profissionais da saúde. “A intenção é qualificar estes médicos infectologistas e clínicos para que eles possam, de forma adequada, identificar os casos suspeitos e tratar os pacientes precocemente, evitando, assim, as formas graves das doenças e os óbitos”, disse.

Izabel comentou, ainda, que o evento promove o fortalecimento da assistência à saúde.  “Por ser uma doença relativamente nova, com o primeiro caso diagnosticado em 2014, a situação é de alerta a toda a rede assistencial para a condução adequada da assistência. Ações como esta, que qualificam os profissionais de saúde, fortalecem o serviço prestado à população e evitam que novos casos graves aconteçam e evoluam para o óbito”, observou.

O encontro começou com a apresentação da enfermeira do Ministério da Saúde, Cibele Cabral, sobre a situação epidemiológica da dengue, chikungunya e zika no Brasil. Ela citou dados gerais de casos prováveis, casos confirmados e óbitos causados pelas doenças em todo o país. Em seguida, a situação epidemiológica da Paraíba foi apresentada pela técnica responsável pelos agravos na SES, Fernanda Carolina Vieira.

“É importante ressaltar que frisamos aos profissionais de saúde a importância de notificar os casos, lembrando que as suspeitas de óbitos por dengue, zika ou chikungunya e gestantes com suspeita de zika são de notificação imediata, ou seja, devem ser informadas ao sistema em até 24 horas”, informou Fernanda.

Dando sequência às atividades, o médico e doutor especialista em arboviroses Carlos Brito explanou sobre os aspectos de relevância na condução clínica da dengue, zika e chikungunya. Ele sintetizou algumas particularidades de cada doença que podem antecipar o diagnóstico com mais facilidade: “Na zika, o que chama a atenção é que o paciente não tem febre, apresenta manchas, coceira, por vezes dores leves nas articulações e conjuntivite. Na chikungunya, notam-se possíveis edemas, dores nas articulações – impedindo a pessoa de fazer suas atividades rotineiras – e febre alta que dura de dois a cinco dias. Já na dengue, observa-se a dor de cabeça, as dores musculares, dor nos olhos e febre intensa que segue de quatro a sete dias”, orientou.

O Dr. Carlos Brito comentou que o aumento do número de casos das doenças nos últimos 30 anos não é proporcional ao aumento da população – o recorde aconteceu em 2015, quando foram registrados mais de 1,5 milhão de casos prováveis de dengue no Brasil. No que se refere à prevenção, mantém-se o padrão. “Não tem segredo: precisamos combater o criadouro do mosquito. Impedir o acúmulo de água parada dentro e fora das residências é o melhor remédio para inibir a ação do Aedes aegypti”, alertou.

Ele orientou, também, que os profissionais devem ficar atentos aos sinais de alarme da dengue. “Características como dores abdominais, vômitos frequentes, tontura, queda de pressão podem ser sintomas da chamada dengue com sinais de alarme. Quando não tratada adequadamente, pode evoluir para a dengue grave, causando hemorragias, choques e até o óbito”, explicou o Dr. Carlos Brito.

Participando do Manejo Clínico da Dengue, Zika e Chikungunya, a chefe da unidade de doenças infecciosas e parasitárias do Hospital Universitário Lauro Wanderley, Luciana Holmes, falou sobre a importância da qualificação. “O HU é referência há bastante tempo no tratamento aos casos de pacientes com dengue e há dois anos presenciamos a chegada da zika e da chikungunya, sendo este um impacto expressivo no nosso serviço. Eventos como o manejo, que envolve a participação de vários profissionais, são muito bem vindos para prestarmos sempre a melhor assistência ao paciente”, disse.

A infectologista do Hospital Universitário Alcides Carneiro, Maria das Neves Porto de Andrade, também participou do evento e comentou: “As qualificações são de extrema importância, principalmente por tratar sobre doenças com sintomas semelhantes. Estamos lidando com uma epidemia e nós precisamos estar cientes do problema para combatermos juntos a situação”.

Arboviroses – São as doenças transmitidas ao homem por picadas de mosquitos – causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, zika e chikungunya (nestes casos, pelo mosquito Aedes aegypti, um dos principais transmissores de arboviroses da atualidade).

Fonte: Governo da Paraiba – Fotos:  Ricardo Puppe/Secom Pb

 

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