Justiça perdoa mentiroso confesso, que usou depoimento ao TSE para tentar incriminar Dilma

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Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Arpeggio, Assinante, Miguel do Rosário, Redação

Essa notícia, publicada na Globo agora há pouco, é uma pequena crônicaservidor dedicado do regime de exceção que vivemos, por culpa de um judiciário descompromissado com os fatos, com a democracia, com a própria Constituição.

Serve de lição para o que estamos assistindo com o depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE.

É tudo muito parecido.

O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, disse ao TSE que havia repassado R$ 1 milhão de propina à campanha de Dilma, em 2014.

Era uma mentira.

Em questão de horas, os advogados de Dilma descobriram que esse mesmo R$ 1 milhão tinha sido diretamente destinado à campanha do vice-presidente, Michel Temer – hoje ocupando, ilegitimamente, o cargo de presidente da república.

O que faz Azevedo?

Muda a versão.

Diz que não era propina, e sim doação legal.

As articulações para chancelar o golpe são incríveis.

Para acusar Dilma, vale tudo.

Dilma entrou com uma ação contra o presidente da Andrade Gutierrez, acusando-o de mentir. Afinal, ele tinha mentido – e ele mesmo o confessou que mentiu.

Azevedo alegou que havia “se confundido”.

A mentira gerou manchetes sensacionalistas de jornal, reportagens em rádio e TV.

O desmentido, não.

A Justiça Federal de Brasília, no entanto, arquivou a ação da presidenta Dilma, ou seja, preferiu dar vitória a um mentiroso confesso, a um delator, a um condenado pela justiça, ao invés de fazer justiça à presidenta da república.

Qual o simbolismo disso? Mostrar que mentir em favor do golpe é permitido?

Por que a Justiça Federal o perdoou? O sujeito fez uma acusação gravíssima, que resultou em terrível dano político à imagem de Dilma, do PT e tudo isso no meio de uma crise política de grandes proporções!

É simples.

Porque, se condenasse Azevedo, viria à tôna que os procuradores e ministros do TSE, além de membros do Ministério Público, haviam participado da tentativa criminosa de “produzir” uma delação de Azevedo contra a presidenta Dilma.

A Lava Jato passou a fazer dobradinha com o TSE para engrossar o caldo do golpe, e com a cumplicidade de enormes setores do Judiciário.

E o STF, quietinho…

É a mesma coisa que acontece com a delação de Marcelo Odebrecht. A manutenção do sigilo de seu depoimento tem como único objetivo dar à mídia o monopólio da narrativa. É uma depravação completa da justiça brasileira, mancomunada com o golpe e seus corruptos.

Entretanto, de qualquer forma, com sigilo ou não, os depoimentos são todos viciados.

Os delatores falam exatamente o que são forçados a falar, através de uma esquema monstruoso e violentíssimo de chantagens (que no caso de Marcelo Odebrecht incluiu destruir uma empresa com mais de 70 anos, a maior e mais avançada empresa de engenharia da América Latina), se não quiserem apodrecer na prisão, visto que essas conspirações usam a mídia para justificar condenações medievais: 20, 30, 40 anos.

Eu queria saber qual o objetivo do judiciário brasileiro?

Por que cargas d’água ele aderiu à essa campanha para destruir o nosso país?

Combater a corrupção, não é mesmo!, visto que suas ações estão entupindo, a uma velocidade recorde, o poder de mais e mais corruptos.

Onde esses desgraçados querem chegar?

A uma nova ditadura?

***

No G1

Justiça arquiva ação de Dilma contra ex-presidente da Andrade Gutierrez

Ex-presidente da República acusava Otávio Azevedo de mentir em depoimento ao TSE; executivo mudou versão ao falar sobre doações à campanha.

Por Renan Ramalho, G1, Brasília

03/03/2017 13h39 Atualizado há menos de 1 minuto

A Justiça Federal em Brasília arquivou uma representação da ex-presidente Dilma Rousseff que acusava o ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo de mentir à Justiça Eleitoral em depoimento sobre a campanha presidencial de 2014.

Em setembro do ano passado, o executivo da empreiteira disse que havia repassado propina de R$ 1 milhão ao PT para abastecer a campanha de Dilma. A doação, disse Azevedo à época, seria fruto de pressão para que a construtora repassasse 1% de propina de cada contrato com o governo federal.

Posteriormente, a defesa de Dilma apresentou documentos mostrando que a doação chegou à chapa eleita em 2014 por meio do PMDB, na conta de Michel Temer, então candidato a vice-presidente da República.

Em novo depoimento, em novembro do ano passado, Otávio Azevedo retificou suas afirmações, negando pagamento de propina por parte da empresa na campanha, alegando que havia se confundido na ocasião.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (3), o ex-dirigente da Andrade Gutierrez disse que a Justiça reconheceu que ele não mentiu e considerou que não houve intenção de prejudicar a ex-presidente.

Fonte: ocafezinho

 

 

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