Moradores do antigo Hotel Tropicana comemoram seis meses em suas novas casas no Residencial Vista Alegre

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Por Monica Melo

A comemoração junina será ainda mais especial este ano para a faxineira Elza Almeida de Souza, de 50 anos. Nesta véspera de São João, dia 23 junho, completam seis meses que ela ganhou o que considera um dos melhores presentes da sua vida: a casa própria. Ex-moradora do antigo Hotel Tropicana, onde ficou por três anos e sete meses, ela agora mora no próprio apartamento, no Residencial Vista Alegre, localizado no bairro Colinas do Sul.

Dona Elza relata que o tempo em que ficou no Hotel Tropicana nunca conseguiu dormir uma noite inteira com medo dos ratos, baratas e escorpiões ou por conta de alguma infiltração, que alagava os quartos e tornavam as paredes úmidas. As infiltrações, aliás, destruíam todos os objetos que ela comprava para organizar a casa. “Agora compro as coisas com prazer, pois sei que a água não vai destruir, por isso quando recebi isso aqui, chorei de alegria”, comemora. As condições da antiga moradia eram insalubres e dona Elza vivia doente.

Sair daquela situação de pobreza e marginalização era muito difícil tanto para dona Elza quanto para os seus vizinhos. No entanto, atualmente, ela voltou a estudar, faz ginástica duas vezes por semana no salão de festas do prédio e um médico do PSF a visita em sua casa duas vezes por semana. “Eu vivo muito feliz”, resume.

Enquanto dona Elza mora sozinha, a lavadeira Rosa Maria de Souza Brito, 55 anos, divide apartamento com uma família bem numerosa e boa parte do seu dia é dedicado a cuidar de dois filhos com deficiência mental. Poder cuidar com tranquilidade desses filhos é para ela, o principal benefício de hoje também ser moradora do Residencial Vista Alegre. “Morei dois anos e meio no Hotel Tropicana e era muito perigoso para os meus meninos, tinha bastante inseto e rato, e na rua tinha muito movimento de carro. Era uma agonia só”, relata.

Foto RafaelPassos-Secom/JP

Ano passado, dona Rosa passou por uma cirurgia muito séria e acredita ter sido um milagre conseguir sobreviver tendo que se recuperar num lugar tão insalubre. “Passei 20 dias no hospital. Eu estava toda costurada, cortada em três lugares, mas tinha que voltar para o hotel. Meu quarto não tinha nem banheiro, mas a gente morria de medo de se sair e alguém invadir”, relembra.

As famílias de dona Elza e de dona Rosa são duas entre as 192 que moravam no Hotel Tropicana e que atualmente vivem no Residencial Vista Alegre. De acordo com a secretária de Habitação do Município de João Pessoa, Socorro Gadelha, o Residencial Vista Alegre tem apartamentos com dois quartos, o piso em cerâmica e estrutura de esporte, lazer, educação e saúde no entorno. “O bairro Colinas do Sul é todo dotado de infraestrutura, garantido qualidade de vida e segurança”, ponderou.

O Residencial Vista Alegre terá um total de 2.016 unidades habitacionais, divididas em 11 condomínios, beneficiando mais de 8 mil pessoas.

Fonte: PMJP

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