Pioneirismo: Ricardo inaugura sala de Imprensa Braille no Jornal A União

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O governador Ricardo Coutinho inaugurou, na manhã desta segunda-feira (30), no Jornal A União, em João Pessoa, a sala de imprensa Braille com uma impressora de tecnologia avançada, que vai garantir a impressão do jornal e também de livros no método Braille. A ação pioneira no país faz parte das políticas de inclusão social implantadas pelo Governo do Estado e atende à necessidade dos portadores de deficiência visual. Estiveram presentes a vice-governadora Lígia Feliciano, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Gervásio Maia, deputados estaduais e auxiliares do Governo.

Ricardo ressaltou que a sala de Imprensa Braille é uma ação inédita e fundamental para a inclusão das pessoas cegas e com baixa visão. “É preciso trabalhar para que todos possam ter os acessos que anteriormente não tinham. A União esta inovando, tendo mensalmente uma edição em Braille com notícias atemporais e com o mesmo conteúdo interessante e de qualidade. Trata-se de um avanço muito grande fruto desta parceria da Funad com A União”, observou.

Ainda de acordo com o governador, nos últimos anos, a gestão tem investido bastante em políticas públicas de inclusão que proporcionam mais igualdade de direitos para todos os paraibanos. “Já fizemos reforma e ampliação da Funad, em João Pessoa, e estamos concluindo em Sousa uma Funad do sertão, com quase R$ 10 milhões de investimento, para poder congregar a reabilitação motora das pessoas que precisem dos serviços naquela região. Trabalhamos sempre adiante para melhorar a vida dos paraibanos”, frisou.

A superintendente do Jornal A União, Albiege Fernandes, explicou que, antes da aquisição da impressora de alta tecnologia, era complicado fazer a versão do jornal em Braille, mas com o equipamento será possível uma edição mensal totalmente neste método. “Há três anos conseguimos fazer uns cinco jornais em Braille, mas sem esta impressora ficou difícil manter as edições. Conversamos com o governador e ele autorizou a compra deste equipamento essencial. Amanhã lançaremos a primeira edição em Braille do jornal, impresso no novo equipamento e que estará à disposição das pessoas cegas e com baixa visão, garantindo acesso à informação para todos”, afirmou.

Na Paraíba há cerca de oito mil cegos, além de pessoas que possuem baixa visão que, a partir de agora, poderão ler A União em Braille por meio destas edições diferenciadas. A sala Braille possui uma impressora que representa cerca de R$ 25 mil de investimento e uma caixa acústica fabricada na própria marcenaria do Jornal. O equipamento só é vendido no sudeste do país, mas com o auxílio de uma fotografia, o marceneiro reproduziu uma idêntica.

Para a presidente da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad), Simone Jordão, esta iniciativa do Governo do Estado representa um passo histórico para promover acessibilidade para as pessoas cegas. “O acesso à leitura da grande maioria das pessoas cegas ou com baixa visão se dá através do Braille, então ter este jornal circulando é muito importante porque promove a inclusão. Isso representa o respeito à dignidade e a garantia do que está previsto na lei que é o acesso das pessoas com deficiência em igualdade de direitos com os demais”, pontuou.

“Pela primeira vez vejo um Governo preocupado com as nossas necessidades e investindo em um projeto que é simples, mas que faz toda a diferença na vida das pessoas cegas. É algo inédito no Brasil e será muito gratificante poder ler A União em Braille”, disse a deficiente visual e professora universitária Joana Berlarmino.

A vice-presidente do Instituto dos Cegos da Paraíba, Valéria Cavalcanti, destacou que a ação é um avanço que possibilita a pessoa com deficiência visual ter mais acesso à informação. “Com este jornal em Braille o Governo do Estado está proporcionando o exercício de cidadania plena em nível da informação”, falou.

O sistema Braille – É um processo de escrita e leitura baseado em símbolos em relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. Pode-se fazer a representação tanto de letras, como algarismos e sinais de pontuação. Ele é utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão. O código foi criado pelo francês Louis Braille (1809 – 1852), que perdeu a visão aos 3 anos e criou o sistema aos 16.

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