Reitora da UFPB é entrevistada pela Tabajara FM

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A reitora Margareth Diniz participou do programa Fala, Paraíba! nesta sexta-feira, 7 de abril, nos estúdios da Rádio Tabajara FM 105,5, em João Pessoa. A gestora foi entrevistada pelos jornalistas Fernando Caldeira, Petrônio Torres e Judivan Gomes.

Dentro dos vários temas abordados, Margareth Diniz falou das dificuldades enfrentadas por sua gestão devido ao contingenciamento de gastos do governo federal. São problemas que afetam todas as universidades federais, explicou ela, decorrentes não só da redução do orçamento ante 2016, mas também no fim do programa Ciências sem Fronteiras, do corte de verbas para os projetos de extensão neste ano e dos efeitos da Portaria n° 28 (publicada em fevereiro pelo Ministério do Planejamento). Essa medida reduz o teto de despesas para a concessão de diárias e passagens e a contratação de bens e serviços (estagiários, serviços de limpeza, vigilância, entre outros). Esses recursos, que somaram R$ 59 milhões no ano passado, ficam agora limitados a R$ 47 milhões.

Ainda assim, a UFPB tem conseguido manter as contas em dia, devido à qualidade do corpo profissional altamente qualificado de docentes e técnico-administrativos, e está evoluindo em termos de resultados. A reitora espera que, ao final desse seu segundo reitorado, em 2020, a instituição atinja a posição de terceira melhor universidade federal do Nordeste – hoje é a quinta, entre as 20 existentes na Região. No ranking da América Latina, a UFPB figura em 43ª lugar, entre as cerca de 1.500 instituições de ensino superior pesquisadas. No Brasil, é a 16ª melhor universidade federal.

Margareth relatou que o contingenciamento também pesa sobre o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), que recebe recursos da ordem de R$ 1,5 milhão para o funcionamento mensal, enquanto seriam necessários R$ 3 milhões. A situação é preocupante e foi objeto de reunião no Ministério da Saúde há dois dias em Brasília, contou a reitora, no sentido de garantir o rol de serviços prestados pelo HU, muitos de alta complexidade e também especialidades em que o hospital-escola é referência.

Um outro ponto destacado pela gestora foi a grande quantidade de usuários encaminhados todos os dias ao HU, transportados por ambulâncias e frequentemente por ônibus escolares, vindos de todas as partes do Estado, sem que haja qualquer contribuição financeira dos municípios ao hospital para o atendimento aos seus cidadãos.

Diante das dificuldades, Margareth Diniz disse que encontra suporte na junção de forças dos reitores das 63 universidades federais brasileiras e que as palavras de ordem são resistir e enfrentar. “Estamos prontos para defender, com muita força, muita garra, a Educação Superior desse País”, declarou.

Assista à entrevista na íntegra em: https://www.facebook.com/ufpbcomunica/(link is external).

Fonte: ACS | Rita Ferreira

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