Terapia Assistida do Parque Zoobotânico Arruda Câmara recebe Centro Dia

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Por Patrícia Cantisani

O Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), além de possuir extensa área verde, localizada bem no centro da cidade, possui um espaço para Terapia Assistida com animais silvestres, disponível para grupos formados com até 20 pessoas. A terapia acontece sob agendamento prévio e nesta terça-feira (20) contou com a participação dos usuários do Centro de Referência Municipal para Pessoas com Deficiência e suas famílias – Centro Dia, que participaram da Terapia, sob acompanhamento dos técnicos do referido Centro.

A Terapia Assistida, realizada com animais silvestres, preparados para essa atividade, é coordenada por Gustavo Vilar, técnico da Bica, e tem o objetivo de proporcionar atendimento especial à crianças, jovens e adultos, portadores de necessidades especiais e outros grupos interessados na atividade.

Gustavo Vilar, coordenador do projeto, esclarece que, durante os dois primeiros anos, os pacientes tocavam no animal, chegavam perto dele, tiravam dúvidas, observavam textura, dedos, unhas, tipo de boca, respiração, todas as características morfológicas, além das diferenças entre eles. Já nessa segunda fase, a Terapia Assistida inicia com répteis para que os pacientes possam sentir o contato físico com texturas diferentes “Culturalmente as pessoas têm menos relação afetiva com os répteis e lidar com esse estranhamento de ter contato com animais menos comuns ao dia a dia mexe com a autoestima dos pacientes”.

“Conseguimos fazer um novo tipo de interação, onde os pacientes esconderam o alimento (ovos cozidos) pra o Quati encontrar. Dessa vez eles não ficaram passivos, sentados, só esperando o bicho chegar junto. Dar a eles a chance de realizar algo, e do animal atender as propostas de jogo deles, também gera autoestima. Foi muito bacana porque a entidade gostou da ideia e quer participar dessa nova fase”, afirmou Gustavo Vilar.

Cibelle Almeida, coordenadora do Centro Dia, ressalta que a terapia condiz com a proposta do Centro, que é referência para o Brasil por trabalhar a autonomia nas atividades da vida diária. “Eu acho interessante a terapia com animais, porque é uma terapia específica e que objetiva promover neles um bem estar social, emocional, físico e cognitivo. Eles também superam alguns medos, porque alguns, não todos, a família isola por eles não serem independentes, então isso cria alguns medos, e a terapia com animais faz eles vencerem esses medos”, comentou Cibelle Almeida.

Os animais presentes na atividade foram Serpente, Jabutí, Teiu e Quati, que devido à condição de cativeiro e tráfico, dos quais foram resgatados, não podem retornar à natureza e nem mesmo ficar nos recintos com os demais animais do Parque.

Serviço – O Centro de Referência atende atualmente 20 portadores de necessidades especiais, entre 18 à 59 anos e funciona na Rua Anísio Teixeira, 43, Bairro dos Estados, telefone 3214-7257.

A Bica está localizada na Avenida Gouveia Nóbrega – Róger e funciona de terça a domingo, das 8 às 17 horas (entrada até as 16h). Mais informações 3218-9710.

Fonte: PMJP

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