COMO COMEÇOU E FOI FUNDADO: 23 Anos da Folha do Valentina e TV JAMPA

Se você anda pelas ruas do bairro do Valentina Figueiredo hoje em dia, dá de cara com um comércio pulsante, avenidas movimentadas e uma identidade comunitária fortíssima. Mas você já parou para pensar quem registrou o começo de tudo isso? Toda grande comunidade precisa de uma voz. A história da comunicação no nosso bairro tem nome, sobrenome e muita dedicação familiar.

Petrúcio Prado sentado em sua mesa de trabalho na Byte Games, utilizando um computador 486 com processador x86, monitor CRT de tubo e sistema Windows 98 posteriormente atualizado para Windows XP. Foto histórica preservada pela TV Jampa Oficial e Folha do Valentina.
Petrúcio Prado em sua sala de trabalho na Byte Games, no início dos anos 2000. Ao fundo da história da informática local, um computador 486 com processador x86, equipado inicialmente com Windows 98 e posteriormente atualizado para Windows XP, acompanhado de um tradicional monitor CRT de tubo. Registro preservado pela TV Jampa Oficial e pelo acervo da Folha do Valentina.

Neste artigo, vamos fazer uma verdadeira viagem no tempo para resgatar os bastidores de como nasceu o jornal Folha do Valentina Notícias, a TV JAMPA OFICIAL e o Jornal Jampa Notícias. Essa trajetória fantástica começou com o cheiro de papel impresso e o barulho dos fliperamas, movida pela paixão de um homem e pelo apoio incondicional de sua família.

Os Primeiros Passos da Comunicação no Valentina

Para entender como a Folha do Valentina se tornou realidade, precisamos voltar alguns meses antes do marco histórico de sua fundação, que aconteceu no dia 11 de setembro de 2003. Naquele ano, o cenário da comunicação local estava dando seus primeiros passos através de mentes visionárias que entendiam a importância de registrar o dia a dia da região.

Antes de o projeto definitivo ganhar as ruas, duas iniciativas importantes pavimentaram esse caminho e merecem ser lembradas como grandes precursoras das notícias locais:

  • Jornal Litoral Zona Sul: Fundado em agosto de 1998 pelo experiente jornalista Anastácio Pereira, foi um dos primeiros canais a dar voz e visibilidade à nossa região.
  • Jornal A CAPA: Iniciativa que caminhava em paralelo no mesmo período de 2003, idealizada pelo empresário Rosivalte Souza da Rocha, o querido “Pezão”. Ele também foi o fundador de manifestações culturais icônicas do bairro, como a banda local e o tradicional “Bloco 100% Ressaca”, que mais tarde ganharia diversas coberturas nas nossas páginas.

Esses pioneiros foram fundamentais para plantar a semente do jornalismo comunitário no Valentina Figueiredo.

A Passagem de Bastão de Anastácio Pereira

Em uma das edições marcantes da época, o jornalista Anastácio Pereira fez um anúncio que mudaria os rumos da imprensa local. Ao decidir encerrar as atividades de seu jornal impresso, ele comentou publicamente que estava “entregando o bastão” e transferindo a responsabilidade da comunicação comunitária para os ombros de Petrúcio Prado.

Naquele período em que já havia saído uma das nossas edições, Anastácio me apresentou um cidadão do qual, infelizmente, não recordo o nome por ter sido uma conversa muito rápida. Guardo esse momento como uma lembrança histórica. Vou tentar resgatar o nome dele para que não fique no anonimato, pois naquela época muita gente queria ajudar. Pelo que sei, ele tinha uma grande bagagem e experiência em diagramação por trabalhar em um grande jornal de João Pessoa. O que ele passou para comigo foi um verdadeiro esboço de como o jornal deveria ser estruturado.

No entanto, a necessidade real de arrecadar fundos esbarrava em uma grande dificuldade dos veículos independentes: os comerciantes geralmente só queriam anunciar se saíssem na primeira página. Para sobreviver, o ideal era que jornais assim tivessem uma pequena verba de apoio junto aos órgãos públicos. Foram incontáveis vezes indo aos cantos pedir ajuda — uma batalha que fica para outra história, e que mais tarde se conectaria à fundação do Jornal Jampa Notícias Oficial, em 08/12/2009.

“Recebi aquelas palavras com imenso agradecimento e profundo apreço, mas também sabendo da enorme responsabilidade que aquilo representava. Anastácio foi o verdadeiro pioneiro da comunicação no Valentina.” — relembra Petrúcio Prado TV JAMPA Oficial.

Naquela época, Petrúcio tinha apenas 43 anos de idade. Hoje, aos 66 anos, ele olha para trás com a certeza do dever cumprido e o orgulho de guardar um dos maiores acervos históricos do bairro. São 23 anos de memórias preservadas que atravessaram gerações armazenadas em CDs, DVDs, fitas VHS, fitas VHS-C, pendrives e cartões de memória, aguardando resgate técnico com equipamentos modernos de leitura visual.

Da Rotina Bancária ao Barulho da BYTE GAMES

A história de vida do fundador da TV JAMPA explica muito sobre a sua capacidade de gerenciar e criar projetos do zero. Petrúcio Prado construiu uma carreira sólida no setor financeiro antes de se dedicar ao jornalismo.

Sua trajetória profissional começou cedo, no dia 1º de maio de 1976 — ironicamente, o Dia do Trabalhador. Faltavam apenas quatro dias para ele completar 16 anos de idade quando conseguiu seu primeiro emprego no Pires Comercial (Varadouro-centro) e na tradicional “GRAN PIRES”. Os proprietários, Manoel Pires, Adriano Pires e dona Creuza Pires, eram grandes amigos dos meus pais, Alvandir Sarmento e Herine Cléa Prado, da época em que morávamos na Avenida Epitácio Pessoa, número 3.400, bem próximo à residência de dona Creuza. Em outro momento, posso contar em detalhes como foi essa transição daqueles dias de comércio para o universo dos bancos.

Pouco mais de um ano depois, já apto a prestar concursos, ingressou no setor bancário, onde passou quase três décadas e construiu um currículo extenso por diversas instituições bancárias.

O Nascimento da Lan-House e o Insight do Jornal

Após encerrar sua jornada de quase trinta anos como bancário, Petrúcio Prado decidiu que era hora de mudar de vida. As constantes viagens exigidas pela profissão o afastavam do convívio diário com a família. Com quatro filhos em casa — os adolescentes Rafael Prado e Petrúcio Moreira Prado, e as pequenas Amanda Prado e Nathália Prado — o objetivo principal era ficar mais perto de todos e acompanhar de perto os estudos dos jovens.

Petrúcio Moreira Prado realiza a entrega de premiação de campeonato de futebol na Byte Games, em evento que reuniu jogadores e frequentadores da tradicional locadora de games. Foto do acervo da TV Jampa Oficial e Folha do Valentina.
Petrúcio Moreira Prado durante a entrega de uma premiação de campeonato de futebol na Byte Games. O registro relembra um período marcante das locadoras e centros de entretenimento eletrônico no bairro Valentina, quando competições de jogos reuniam jovens e apaixonados por videogames. Acervo histórico preservado pela TV Jampa Oficial e Folha do Valentina.

Foi dessa vontade de empreender localmente que nasceu a lendária BYTE GAMES / SPYNET, uma mistura de lan-house, sala de jogos e centro tecnológico que rapidamente virou o ponto de encontro da juventude do Valentina.

Era nesse ambiente movimentado, entre o som dos videogames e a movimentação dos clientes, que Petrúcio Prado recebia os jornais impressos de Anastácio e Pezão. Observando aquele movimento, surgiu o estalo. Em uma conversa franca com seus filhos mais velhos, Rafael e Petrúcio Moreira, o pai disparou: “Creio que dá para colocarmos um jornal aqui no Valentina”. Ali nascia a ideia do projeto.

O Batismo do Jornal: De “News Paper” a Folha do Valentina

O primeiro nome pensado para o projeto foi “NEWS PAPER – Jornal do Comerciante”. Com um esboço inicial desenhado, Petrúcio foi procurar um grande amigo dos tempos de Colégio Marista Pio X (onde estudou nos anos 70): o empresário Renan Garcia.

Renan era o proprietário do famoso posto de gasolina do bairro, o Posto Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (conhecido hoje por todos como o Posto Cowboy). Homem inteligentíssimo e com uma visão comercial aguçada, Renan ouviu a ideia, olhou o esboço e foi direto no ponto:

“Petrúcio, esse nome ‘News Paper’ é difícil. As pessoas vão ter dificuldade até para pronunciar. Por que você não coloca Folha do Valentina? Leva o nome do bairro e segue a lógica de sucesso da Folha de Mangabeira.”

A sugestão foi aceita na mesma hora. Petrúcio voltou para casa e, junto com os filhos, começou a dar forma e diagramar aquela que seria a histórica primeira edição do jornal.

Os Comerciantes Pioneiros da Capa

Munido de uma máquina fotográfica e muita cara de pau, Petrúcio saiu batendo de porta em porta no comércio local para vender os espaços publicitários. No início, houve muita rejeição — como diz aquele velho ditado: “me levanto vencido”. Mas a persistência venceu. O primeiro a apoiar foi o próprio Renan Garcia, que garantiu logo o rodapé colorido da primeira página.

Para vencer a desconfiança natural de quem estava começando em um ramo novo, o editor adotou o sistema de consignação: os comerciantes só pagavam pelo anúncio após o jornal impresso estar devidamente distribuído nas ruas.

A folha de rosto da primeira edição foi fechada com um grupo de comerciantes corajosos que acreditaram no projeto:

  • Hot Vídeos Locadora (gerenciada pelo Sr. José Augusto e Marinalda)
  • Farmácia Suellen (Ricardo)
  • Teacher’s Games (do conhecido “Professor”)
  • Gil Games (Giselma Gomes de Figueiredo)
  • Livraria Mundo Jovem (de João Vieira e Carmem)
  • Padaria Valentina

A Identidade Visual da Edição Nº 1

A primeira capa entrou para a história do bairro. No topo, um banner ostentava orgulhosamente a bandeira do “NEGO” da Paraíba, acompanhada do título FOLHA DO VALENTINA – JORNAL DO COMERCIANTE. Logo abaixo, a data histórica: Valentina, 11/09/2003, João Pessoa. Ao lado direito, o desenho característico de um homem lendo jornal e a identificação técnica de Ano I – Nº 1.

A capa da edição nº 1 da Folha do Valentina marcou o início de um projeto jornalístico voltado para a comunidade. Com a bandeira do "Nego" da Paraíba, o título FOLHA DO VALENTINA – JORNAL DO COMERCIANTE e a data histórica de 11 de setembro de 2003, a publicação tornou-se um símbolo da memória local.
Capa da primeira edição da Folha do Valentina, publicada em 11 de setembro de 2003, destacando a bandeira do “Nego” da Paraíba, o título do jornal e os elementos gráficos que marcaram o lançamento do periódico comunitário.

No miolo e no topo da capa, três reportagens principais ditavam o tom comunitário:

  1. “Talento Feminino do Valentina, destaca-se em futebol de campo”
  2. “Mercado Valentina – Durante a semana um verdadeiro deserto”
  3. “Gil Games – Giselma, conhecida como Gil é uma das nossas entrevistadas”

Na contracapa (página 8), consolidavam-se os anunciantes que davam sustentabilidade financeira ao formato impresso: Banca do Peixoto (Alzeny), Ziza Magazine, Brasil Informática (Ziza), Saturno’s Bar (Saturnino), Real Vídeo, Carnes & Cia, Documentarista Paraíba/Pernambuco (Alessandra e Liécio) e a revenda de cosméticos RACCO, comandada por sua acesso, Rejane Prado.

Os Perrengues dos Bastidores e a Produção Tecnológica

Quem via o jornal bonitinho, distribuído nos comércios, não fazia ideia do malabarismo que acontecia por trás das cortinas. Petrúcio acumulava todas as funções: cuidava do movimento da lan-house Byte Games, corria atrás de matérias na rua, vendia anúncios, redigia e diagramava tudo sozinho.

A tecnologia da época era um verdadeiro teste de paciência para qualquer profissional:

  • O Computador: Um guerreiro computador 486 com processador x86.
  • O Sistema Operacional: Equipado inicialmente com Windows 98 e, mais tarde, updated para o Windows XP (duas versões que o editor considera as melhores de toda a história da computação).
  • O Monitor: Um pesado e volumoso monitor CRT (de tubo).
  • O Software: O software Corel DRAW era utilizado para montar as páginas. Como as fotos na época não eram digitais, era preciso revelar os filmes no Centro da cidade para depois escanear tudo. Por serem arquivos muito densos e pesados para a máquina, o programa travava constantemente no meio do processo, fazendo com que horas de trabalho fossem perdidas em um piscar de olhos.
  • A Conexão: Internet de linha discada, que dependia de madrugadas e muita paciência para funcionar.

Os Famosos “Erros de Digitação” que Viraram Charme

Petrúcio Prado TV JAMPA oficial sentado em uma estação da Byte Games Lan House, usando headset e sorrindo para a câmera durante uma pausa no trabalho. Ao fundo, aparecem computadores e cabines de acesso à internet que marcaram uma época no bairro Valentina.
Petrúcio Prado aproveita um raro momento de tranquilidade para registrar uma foto de recordação durante um longo dia de trabalho na Byte Games Lan House. Entre computadores, atendimentos e a rotina do estabelecimento, o silêncio da sala permitiu eternizar um capítulo importante da história da tecnologia e do entretenimento no bairro.

A correria era tão insana e os prazos com a gráfica tão apertados (em 2003, precisava-se enviar o material com quase vinte dias de antecedência) que o jornal ia para as máquinas sem tempo hábil para uma revisão ortográfica detalhada.

Logo na primeira edição, a segunda página inteira trazia uma chamada para um torneio de futebol beneficente organizado pela Folha do Valentina, que contava com o apoio dos jovens que frequentavam a Byte Games. Eles tinham times formados (como Diego Pereira, Weidman e Thiago jogavam bola por lá, ficou bem mais fácil organizar os times). A Byte Games registrava e estampava seu nome nas camisas.

No corre-corre, o título principal da página saiu com uma palavra faltando: “FOLHA DO VALENTINA – NOSSO – POVO – NOSSA GENTE – FUTEBOL BENEFICENTE”. A ideia original era escrever Folha do Valentina – Nosso bairro – Nosso Povo – Nossa Gente, mas o erro de digitação acabou passando direto.

Essas pequenas falhas e a ausência eventual de algumas letras acabaram virando a marca registrada e o charme do jornal. Quando alguns leitores procuravam Petrúcio apenas para apontar os erros gramaticais, ignorando o esforço comunitário por trás da publicação, o editor respondia de forma curta, direta e firme:

“Se você acha que faz melhor, monte o seu próprio jornal. Vá atrás dos anunciantes, corra atrás das notícias, redija o texto e faça a diagramação do seu jeito. Eu faço o melhor que posso com o que tenho disponível.”

O Resgate das Histórias das Páginas Históricas

Folhear as primeiras páginas da Folha do Valentina é encontrar relíquias sobre os moradores e as instituições que construíram o bairro.

A Escolinha Fla e o Futebol Feminino

Na página 3 da edição de estreia, a matéria de destaque foi intitulada “QUEBRANDO BARREIRA – Talento feminino do Valentina – Destaca-se em futebol de campo”, logo abaixo da nota “Escolinha Fla com brilho de festa”. A reportagem trazia uma foto histórica de Valéria Sampaio cercada por jovens atletas em uma escolinha de futebol majoritariamente masculina.

Valéria Sampaio posa ao lado de jovens atletas em uma escolinha de futebol no bairro Valentina, em registro histórico publicado pela Folha do Valentina na matéria "Quebrando Barreira – Talento feminino do Valentina destaca-se em futebol de campo".A imagem registrava, de pé (da direita para a esquerda): Janderson, Tiago, J. Ricardo, Ricardo Luís, Wagner, Danilo e Léo. Agachados, estavam: Elton José, Neto, a própria Valéria Sampaio, David e Arlan.

O texto também celebrava a inauguração da nova sede da Escolinha Fla, ocorrida em 30 de agosto daquele ano, localizada no final da Avenida Beira Rio, próximo ao girador do Posto Cabo Branco, na subida para o Altiplano.

Homenagens Locais e Infraestrutura Urbana

Ainda nas páginas internas, o jornal abria espaço para perfis detalhados de personagens do cotidiano e cobranças severas às autoridades municipais:

  • Gil Games: Uma entrevista detalhada com Giselma, conhecida carinhosamente por todos como “Mamãe Gil”, cuja casa de jogos era ainda mais antiga que a Byte Games.
  • Sonysa: Uma nota de rodapé na página 4 destacando o talento gospel da jovem cantora, filha de Alexandre Propaganda, que faria um show beneficente no colégio CPDAC para arrecadar fundos para a gravação de seu primeiro CD.
  • O Mercado Público: Na página 5, o foco mudou para os problemas estruturais enfrentados pelo comércio do bairro, cobrando ações diretas do então prefeito de João Pessoa na época, Cícero Lucena, sob as manchetes “Mercado Valentina na fila de Espera” e “Mercado do Valentina verdadeiro deserto durante a semana”.
  • Turismo Local: Destaque para a Praia do Sol e para a famosa Peixada do Ivan.
  • Entretenimento e Tecnologia: A página 6 trazia jogos de caça-palavras, novidades do cinema e uma coluna científica visionária sobre “Neurônios vivos implantados em biocomputadores” — um tema que parecia ficção científica em 2003 e virou realidade nos dias de hoje.

Juventude e a Coluna “Crianças & Crianças”

Grupo de estudantes da Fundação Bradesco formado por Katiussy, Diana, Ingrid Mayara, Letícia e Ana Karla posa para fotografia publicada na Folha do Valentina, em registro histórico que deu origem à seção dedicada aos alunos da comunidade.
Katiussy, Diana, Ingrid Mayara, Letícia e Ana Karla posam com alegria para a Folha do Valentina em frente à Fundação Bradesco. O registro espontâneo marcou o início da seção “ALUNOS!!! Esse espaço é seu, enviem sua foto”, criada para valorizar a juventude e a participação estudantil no jornal.

A juventude também ganhou destaque visual. Ao passar em frente à Fundação Bradesco para deixar seu filho Petrúcio M. Prado, o editor encontrou um grupo de estudantes e as convidou para aparecer na edição. O registro fotográfico saiu com a legenda: “Deslumbrantes e jovens alunas da Fundação Bradesco pousam com alegria para a Folha do Valentina”, eternizando as jovens Katiussy, Diana, Ingrid Mayara, Letícia e Ana Karla. Esse encontro deu origem à seção fixa “ALUNOS!!! Esse espaço é seu, enviem sua foto”.

Logo ao lado, estreava o quadro “CRIANÇAS & CRIANÇAS”, ilustrado em primeira mão pelas próprias filhas de Petrúcio Prado, Nathália Prado e Amanda Prado, junto com a pequena Kaeolani D’Avila Vieira de Lima (filha dos vizinhos Leviane e Beto). Para interagir com os leitores mirins, a coluna trazia três adivinhações clássicas da época:

  • O que é que para dar para uma pessoa, primeiro temos que tirar dela? (Resposta: A fotografia)
  • Como eu faço para passar um elefante por debaixo da porta? (Resposta: Colocando ele dentro de um envelope)
  • O que é que está atrás da estrela? (Resposta: O peito do xerife)
Nathália Prado e Amanda Prado participam da estreia da coluna infantil “CRIANÇAS & CRIANÇAS” na Folha do Valentina, representando o público mirim em uma página dedicada a brincadeiras, adivinhações e entretenimento para crianças do bairro.
Nathália Prado e Amanda Prado participaram da estreia da coluna “CRIANÇAS & CRIANÇAS”, na Folha do Valentina. Ao lado de Kaeolani D’Avila Vieira de Lima, ajudaram a dar vida ao espaço infantil criado para divertir e aproximar os pequenos leitores do jornal. A página tornou-se uma lembrança especial da infância e da história da comunidade.

O Verdadeiro Pilar: O Apoio Familiar por Trás do Sonho

Nenhum desses projetos — seja o jornal impresso, a TV JAMPA ou o Jornal Jampa Notícias — teria resistido ao tempo sem a base sólida construída dentro de casa. O crescimento da Folha do Valentina foi um esforço coletivo familiar.

As Irmãs e a Mãe Herine Cléa Prado

O suporte emocional e a divulgação vinham das mulheres da família. Suas irmãs, Margareth Cléa Prado, Mônica Cristina Prado e Marcia Carla Prado, atuavam como verdadeiras embaixadoras do projeto, apoiando as decisões e ajudando a espalhar e divulgar os exemplares impressos de cada edição para os amigos e conhecidos.

Sua mãe, Dona Herine Cléa Prado, acompanhava cada etapa com o coração transbordando de alegria. A cada nova edição que saía quentinha da gráfica, ela fazia questão de demonstrar o orgulho profundo de ver o filho realizando seus projetos comunitários. O ritual era sagrado: sempre que recebia o jornal em mãos, abraçava e dava um beijo carinhoso em Petrúcio, abençoando a jornada.

O Suporte dos Filhos e das Filhas

Os filhos homens foram os primeiros parceiros de oficina. Rafael Prado e Petrúcio Moreira Prado ajudavam no suporte técnico, na manutenção dos computadores da Byte Games e opinavam ativamente na organização dos classificados e anúncios da página 7 (assinando o rodapé como apoiadores oficiais através da Byte Games Moreira Prado).

Já as filhas, Amanda Prado e Nathália Prado, eram a presença constante e charmosa nos eventos de cobertura. Sempre acompanhavam o pai nas festas do bairro, mostras culturais, shows e exposições de rua, ajudando a registrar o lado alegre da comunidade.

Rejane Prado: A Grande Guerreira desta Jornada

Mas o agradecimento mais profundo e emocionado de Petrúcio vai para a sua companheira de vida, sua esposa Rejane Moreira Prado. São mais de 43 anos de casados, celebrados com orgulho e amor neste registro do dia 28 de maio de 2026.

Petrúcio Prado e sua esposa Rejane Prado posam sorridentes em um espaço da Byte Games, diante de estações de jogos e computadores. A fotografia registra a união do casal e a parceria que marcou décadas de dedicação à família, ao empreendedorismo e à comunicação comunitária.
Petrúcio Prado, fundador da TV Jampa Oficial e da Folha do Valentina, posa ao lado de sua esposa, Rejane Prado, companheira de mais de 43 anos de casamento. Muito além da vida familiar, Rejane foi uma presença fundamental nos bastidores dos projetos que ajudaram a preservar a memória e a história da comunidade.

Rejane foi a verdadeira fortaleza dos bastidores. Ela aceitou abrir mão do conforto de sua própria sala de estar, permitindo que o espaço fosse temporariamente transformado em uma movimentada sala de jogos e testes de games enquanto as instalações definitivas da lan-house não ficavam prontas.

Mãe exemplar, Rejane abandonou o emprego formal para se dedicar integralmente à criação dos quatro filhos, garantindo a união do lar. Ela superou a solidão dos finais de semana e feriados prolongados, períodos em que Petrúcio estava totalmente imerso nas ruas, praças e feiras livres coletando material jornalístico e fazendo coberturas de eventos para manter o jornal vivo.

O Futuro da Comunicação Comunitária do Folha do Valentina

A jornada que começou de forma improvisada em uma folha colorida de papel em 2003 expandiu as suas fronteiras com a chegada da tecnologia digital. Em pouco tempo, a semente plantada gerou frutos modernos.

Tudo começou com a transição em 2006, quando nasceu a primeira Web Rádio Valentina. Deixando para trás os limites da velha internet discada, a rádio transmitia através do histórico programa Winamp 5.1, que na época oferecia o melhor suporte para streaming e integração de áudio online em formato MP3.

Nessa época, a lan-house da Byte Games já era uma atração consolidada e o ponto de partida perfeito para os novos projetos virtuais. Logo em sequência, surgiram a Rádio Jampa, a TV JAMPA, o portal Jampa Show, o site de entretenimento Bafafá dos Famosos e o atual portal de notícias unificado. O que começou nas madrugadas frias de diagramação no Corel DRAW hoje se consolidou como uma das maiores referências digitais e um verdadeiro acervo histórico vivo de João Pessoa, mantendo sempre o mesmo DNA do início: dar voz e vez à nossa comunidade.

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