Mercado Público do Valentina: Promessas de Avanço e o Grito dos Esquecidos

Bom dia, comunidade! Quem acompanha o dia a dia das nossas avenidas e calçadas sabe que a verdadeira força da nossa região nasce da garra de cada trabalhador autônomo e feirante que faz o comércio acontecer no Mercado do Valentina. Mas, nos últimos tempos, uma mistura de sentimentos tomou conta de quem vive, consome e trabalha por aqui: de um lado, anúncios de modernização e belas estruturas de concreto; do outro, o silêncio doloroso e a invisibilidade de quem perdeu tudo o que construiu com décadas de suor e trabalho incansável.

A história da Folha do Valentina sempre foi pautada em dar voz a quem faz a engrenagem desse bairro girar de verdade. Não nascemos para aplaudir palcos políticos, mas para registrar a realidade das nossas calçadas. Por isso, hoje faremos uma viagem profunda no tempo. Vamos resgatar as nossas origens nas páginas amareladas da nossa tipografia, analisar as promessas do presente no Mercado do Valentina e gritar contra as injustiças que tentam soterrar os pioneiros da nossa região. Prepare o café e acompanhe conosco esta reportagem especial e necessária.

O Resgate Histórico de 2003: Quando o Mercado do Valentina se Tornou a Nossa “Alternativa Palpável”

Para compreender a complexidade do que acontece hoje no coração comercial do Valentina Figueiredo, precisamos voltar exatamente vinte e três anos no tempo. Estamos falando de outubro de 2003, quando a nossa icônica segunda edição da Folha do Valentina (Ano 1, Nº 2) chegava às mãos dos moradores estampando na página 4 uma manchete que trazia orgulho para a comunidade: “Mercado Público do Valentina começa a ser uma alternativa palpável de compras”.

Registro histórico de outubro de 2003: boxes comerciais montados nas imediações do antigo Balaio, no Valentina Figueiredo.
Boxes montados ao lado do antigo Balaio do Valentina em outubro de 2003.

Naquela época, o bairro ainda lutava para se consolidar, e a Associação dos Comerciantes do Mercado do Valentina desempenhava um papel crucial. A entidade emitia comunicados vibrantes informando à população local e das adjacências que não era mais necessário se deslocar para outras localidades ou grandes centros em busca de mantimentos. O recado era direto, caloroso e comunitário: “Pois, aqui! Bem pertinho de você! O nosso Mercado Público conta com uma grande variedade de produtos em nossos boxes, situados tanto na área externa como interna, pronto para lhe servir”.

Revendo as imagens daquele arquivo histórico que guardamos com tanto zelo na redação da TV Jampa, o cenário no Mercado do Valentina era de pura efervescência popular. Olhar para a fotografia da época — hoje registrada com carinho na folha impressa — nos faz recordar das estruturas simples de madeira, dos toldos amarelos e azuis estendidos sob o sol, e dos moradores transitando de bicicleta por corredores estreitos, conversando e fortalecendo o comércio de vizinhança.

Na área interna do mercado, o morador encontrava uma fartura de verduras, frutas e legumes frescos. Para coroar esse avanço no Mercado do Valentina, os finais de semana ganharam um reforço de peso: a presença constante e ostensiva da Polícia Militar, garantindo a segurança, a ordem e a merecida tranquilidade para que as famílias fizessem suas compras em paz. O Valentina começava a andar com as próprias pernas, mostrando a força de sua gente.

A Homenagem Justa e o Legado no Mercado do Valentina

Diego Cavalcante na Folha do Valentina Notícias fazendo uso da palavra no Mercado do Valentina, agradecendo ao vereador Sérgio da SAC pela homenagem ao seu pai, Euclides Laurentino Cavalcante
Registro histórico da solenidade: Diego Cavalcante agradece publicamente ao vereador Sérgio da SAC (ficou emocionado) pela autoria da homenagem que eternizou o nome de seu pai no Mercado do Valentina. Captura por Petrúcio Prado para a TV Jampa Oficial.

O espaço que hoje conhecemos e defendemos não é apenas um amontoado de tijolos e coberturas de metal; ele tem nome, sobrenome e alma. O prédio principal foi oficialmente batizado como “Euclides Laurentino Cavalcante”. Essa justa homenagem só foi possível graças à iniciativa e sensibilidade do vereador Sérgio da SAC, o grande precursor do projeto de lei que deu nome ao local, reconhecendo o valor histórico dos nossos trabalhadores. A data histórica de 05 de dezembro de 2015 ficou marcada nos anais do bairro não como o dia da partida do homenageado, mas como o momento solene em que o Mercado do Valentina recebeu oficialmente o seu nome, eternizando a memória desse comerciante pioneiro que dedicou a vida inteira ao comércio local.

Naquele dia de dezembro de 2015, durante a solenidade de descerramento da placa, seu filho, Diego Cavalcante, foi ao microfone da Folha do Valentina. Emocionado e profundamente grato à iniciativa do vereador Sérgio da SAC, ele esteve ao lado de diversas lideranças e moradores dentro do Mercado do Valentina, onde ele e outros atores da comunidade fizeram um uso justo e valente da palavra. Eles não defenderam apenas o nome de um pai ou de um comerciante, mas sim a dignidade de toda uma classe que escolheu a nossa região para viver e prosperar. A Folha do Valentina registrou e guarda com orgulho, em seus arquivos históricos, cada palavra proferida naquele evento, pois sabemos que a história de um bairro é feita pela soma dessas vozes que se recusam a ser esquecidas.

As Promessas de 2026: A Otimização e as Obras no Mercado do Valentina

Fachada do novo Complexo Reginaldo Ferreira de Souza, anexo externo do Mercado Público do Valentina em João Pessoa, mostrando os novos boxes comerciais construídos em alvenaria
O novo Complexo Anexo “Reginaldo Ferreira de Souza”, construído na área externa do Mercado do Valentina: estrutura moderna que abriga os novos boxes comerciais em 2026.

Avançando rapidamente na linha do tempo para o ano de 2026, o cenário local passou por uma nova e drástica intervenção governamental. A gestão do atual prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, executou e entregou a primeira etapa de um projeto de modernização do centro de compras conhecido como Mercado do Valentina. A principal intervenção visível foi a construção de 30 novos boxes estruturados, localizados na lateral externa, exatamente onde ficava o antigo e popular “balaio” de mercadorias — prédio que outrora abrigou o antigo supermercado Bompreço. **Vale ressaltar que o novo complexo anexo foi denominado “Reginaldo Ferreira de Souza”, prestando homenagem a um antigo comerciante local por meio da Lei de autoria do vereador Marmuthe Cavalcanti, parlamentar que também destinou emendas e lutou ativamente pela reforma e revitalização desse espaço.**

Detalhe da estrutura externa da feira livre do Complexo Reginaldo Ferreira de Souza, anexo do Mercado Público do Valentina em João Pessoa
Outro ângulo do Complexo Anexo “Reginaldo Ferreira de Souza” em 2026: detalhe da ala externa da feira livre de comerciais construídos na reforma do Mercado do Valentina

É preciso ser justo: os novos boxes ficaram ótimos e a nossa crítica aqui não é em relação ao projeto que foi feito ou à sua estrutura. O espaço físico está muito bem acabado e a feira livre de final de semana, aos sábados e domingos, está funcionando a todo vapor e perfeitamente nas dependências externas do Mercado do Valentina, trazendo uma movimentação incrível de clientes e vendedores, exatamente como mostram as fotos atuais do local. O projeto em si deu certo e o comércio pulsa com força naqueles balcões.

O Desenho Físico da Transição no Mercado do Valentina em 2026

  • Os Boxes Laterais: Módulos comerciais construídos em alvenaria na área externa para abrigar permissionários do Mercado do Valentina.

  • A Promessa da Gestão Municipal: Remover temporariamente os comerciantes que ocupavam o galpão interno e as adjacências do Mercado do Valentina para realizar uma profunda reforma estrutural, focando principalmente na recuperação total do telhado danificado e na reestruturação das áreas comuns do pavilhão central.

O discurso oficial, amplamente divulgado nos canais institucionais, pinta um quadro de modernidade, eficiência e progresso. No entanto, o jornalismo comunitário da TV Jampa Oficial Notícias foi até o local olhar de perto o que os releases de assessoria de imprensa tentam esconder. E o que encontramos nos arredores do Mercado do Valentina foi um cenário de desespero e injustiça social.

A Cicatriz da Ingritidão Estatal: O Despejo de Trabalhadores do Mercado do Valentina

Para que esses novos boxes fossem erguidos e a engrenagem do projeto avançasse, a prefeitura deu início às obras ainda no **início do ano de 2024**. Foi naquele momento que dezenas de comerciantes tradicionais da localidade foram sumariamente removidos de seus pontos de trabalho. A justificativa oficial dada pela gestão municipal era clara e servia como um acalento: eles teriam que sair temporariamente, mas seriam os legítimos beneficiários realocados nas instalações do novo complexo anexo assim que a obra fosse oficialmente inaugurada.

Entretanto, o que se desenhou após a entrega do prédio externo foi uma verdadeira manobra burocrática que transformou a esperança em revolta. Em vez de cumprirem a promessa e devolverem os trabalhadores pioneiros aos novos postos, o poder público mudou o discurso de última hora. Sob a alegação repentina de que precisavam executar uma reforma profunda de urgência no telhado e na infraestrutura do galpão central do mercado, a prefeitura impôs uma nova transição forçada.

Essa decisão gerou um duplo e profundo desagrado na comunidade comercial. De um lado, os comerciantes historicamente estabelecidos na área interna do pavilhão foram obrigados a desocupar suas áreas tradicionais para serem empurrados para os novos boxes externos — espaços visivelmente menores do que as metragens que ocupavam há décadas lá dentro. Do outro lado da moeda, os trabalhadores da primeira retirada, que aguardavam dignamente desde 2024, viram suas vagas serem preenchidas por esse remanejamento interno, ficando completamente de fora e sem eira nem beira. Trata-se de um descaso humanitário e econômico absurdo, arrastando-se há anos e deixando dezenas de famílias sem rumo.

O Fantasma do Desvio de Finalidade: O Destino do Galpão Euclides Laurentino Cavalcante

Diante desse confuso “jogo de empurra” promovido pelas secretarias municipais, o clima que domina os bastidores do comércio local é de total desconfiança e incerteza. Os feirantes que trabalhavam no galpão interno já não acreditam mais na tese de uma simples reforma de telhado. Entre as bancas e as calçadas, o que se cogita em tom de forte alerta é que a prefeitura na verdade planeja alterar os fins do projeto original daquele pavilhão central. Há um temor generalizado de que o tradicional Mercado Público “Euclides Laurentino Cavalcante” seja desfigurado para dar lugar a outros interesses institucionais ou privados da gestão.

Como o jornalismo comunitário trabalha com fatos e fiscalização, apenas o tempo dirá com precisão o que vai acontecer com aquela estrutura. O saldo prático do presente, infelizmente, é doloroso: enquanto os poderosos brincam de desenhar projetos no papel, os pioneiros que foram desalojados amargam a profunda tristeza de verem suas histórias interrompidas, acumulando um prejuízo financeiro e moral completamente irrecuperável.

A Cadeira Histórica do Sr. Carlos: Uma Vida Desmontada no Mercado do Valentina

Caminhando pelas mediações, o editor Petrúcio Prado deparou-se com uma das histórias mais dolorosas e emblemáticas dessa crise humanitária local: o relato do Sr. Carlos Barbeiro, figura carimbada do Mercado do Valentina.

Quem conhece a nossa região há mais de duas décadas sabe perfeitamente quem é o Sr. Carlos. Um homem admirável, trabalhador de modos gentis e sorriso acolhedor, cuja barbearia funcionava como uma verdadeira instituição ligada ao Mercado do Valentina. Com muito suor, sacrifício e décadas de jornadas incansáveis, ele construiu seu estabelecimento dentro do mercado. Era dali que tirava o sustento de sua casa e era ali que cultivava amizades profundas.

Recentemente, com os olhos marejados de tristeza e a voz embargada, o Sr. Carlos confessou a Petrúcio Prado da Folha do Valentina Notícias a sua realidade após a ação da prefeitura no Mercado do Valentina. Retirado à força de onde passou a vida, ele tentou resistir ao desmando alugando um pequeno ponto comercial fora das dependências públicas para não deixar seus clientes na mão. Porém, a engenharia social do despejo cobra um preço alto: afastado do fluxo natural, o movimento desabou.

Os clientes antigos, acostumados a encontrá-lo no mesmo ponto do Mercado do Valentina por vinte anos, perderam completamente a referência. No lugar do movimento de antes, o que se via bloqueando o acesso e a visão era uma vasta parede de zinco que se estendia de um canto a outro para o isolamento da reforma. Atrás daquela barreira fria de metal, o comércio tradicional sumiu dos olhos do povo. Sem o faturamento de antes e asfixiado pelo valor do aluguel comercial fora dali, o Sr. Carlos não teve condições financeiras de manter a barbearia aberta. Vendo-se encurralado pela falta de apoio estatal, ele tomou uma decisão drástica: entregou o ponto comercial, vendeu às pressas os materiais de trabalho que ainda restavam para pagar dívidas e, em um ato que simboliza o fim de uma era, doou a sua cadeira histórica de barbeiro.

Aquela cadeira não era apenas um móvel de couro e ferro hidráulico; era um monumento vivo do Mercado do Valentina. Nela sentaram-se dezenas de personalidades de grande nome na nossa região, líderes comunitários, comerciantes ilustres e gerações inteiras de pais e filhos. Ver aquela cadeira ser doada por falta de condições de trabalho é ver um pedaço da nossa própria identidade comercial ser jogado fora pela ingratidão do poder público.

O Desabafo e o Clamor da Folha: Não Nos Calaremos Diante do Abandono no Mercado do Valentina!

Diante da dor do Sr. Carlos, Petrúcio Prado confessa que, a princípio, guardou um silêncio pesado e indignado. A mente do jornalista estava dividida entre a dor do seu povo no Mercado do Valentina e as imensas exigências acadêmicas de seus estudos de pós-graduação em hematologia, urinálise e parasitologia. Mas o silêncio diante da injustiça corrói a alma. Ver o Estado agir com tamanha ingratidão contra um pioneiro da nossa história — um homem que cortou o cabelo de Petrúcio Prado por mais de vinte anos — foi o estopim para que a voz do jornalismo raiz renascesse com força total.

(Hoje, por irresponsabilidade das circunstâncias da vida, quem cuida do visual deste editor é o jovem Victor, representante da promissora nova geração de barbeiros, que atende bem próximo à nossa residência e com quem faremos uma entrevista exclusiva muito em vê-lo para falar sobre o futuro do comércio fora do Mercado do Valentina).

A indignação com o abandono do Sr. Carlos e de tantos outros pais de família fez a Folha do Valentina Notícias, com o suporte de peso da TV Jampa Oficial e do Jornal Jampa Notícias, levantar novamente as suas bandeiras de luta pelo Mercado do Valentina. O editor Petrúcio Prado faz um alerta grave e contundente a toda a sociedade:

O editor da Folha do Valentina, Petrúcio Prado, em atividade profissional no laboratório de parasitologia durante seus estudos de biomedicina.
Registro do biomédico Petrúcio Prado em plena atividade de análise microscópica no laboratório de parasitologia, conciliando a paixão pela ciência da saúde com o jornalismo comunitário no Valentina.

“Não podemos mais ficar calados enquanto o nosso povo é esmagado. O governo municipal, estadual e federal está se aparelhando de uma forma perigosa. Pelo que tenho notado, tudo hoje está sendo rigidamente centralizado e interligado a uma única plataforma: o ponto gov. Esse sistema acolhe absolutamente todos os serviços essenciais da vida do cidadão — desde a sua identidade, sua saúde, seus impostos, até a sua movimentação financeira e o seu direito de trabalhar. Isso é inaceitável! Se tudo fica concentrado nas mãos do Estado, abrimos as portas para um controle social perigoso, nos moldes do que já acontece na China e em outros países autoritários, onde o cidadão pode ser desligado do sistema se não andar na cartilha do governo. Estamos perdendo os nossos direitos mais básicos a cada dia que passa, e se continuarmos aceitando tudo de cabeça baixa, vai chegar um dia em que não haverá mais retorno. Enquanto eu tiver fôlego e enquanto a Folha do Valentina tiver voz, estarei de prontidão nas ruas para gritar a verdade e defender quem não tem como se defender!”Petrúcio Prado, Folha do Valentina / TV Jampa Oficial.

Este jornal faz um apelo aberto: se você é comerciante, feirante, morador ou trabalhador atingido pelas mudanças no Mercado do Valentina e também foi prejudicado pelas ações truculentas da prefeitura, ou se tem uma denúncia de descaso no seu setor, não sofra em silêncio. Envie imediatamente o seu relato detalhado para o e-mail: contato@tvjampa.com.

O jornalista Petrúcio Prado vai analisar minuciosamente cada caso, daremos o espaço para a sua nota de repúdio e cobraremos as autoridades publicamente. Nós nunca nos colocamos no papel de donos absolutos da razão, mas temos um compromisso inegociável com a comunidade: a verdade do povo tem que ser contada, doa a quem doer, sempre com o máximo respeito, coragem e sinceridade. O Mercado do Valentina é dos trabalhadores!

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